
Romper da Aurora
Camões e Camargo
Saudade e esperança no cotidiano de “Romper da Aurora”
Em “Romper da Aurora”, Camões e Camargo utilizam o amanhecer como símbolo da passagem do tempo e da persistência da saudade. A expressão do título representa não apenas o início de um novo dia, mas também o ciclo contínuo de sofrimento e esperança vivido pelo protagonista. A letra retrata um homem do interior que, após a partida da amada, enfrenta a dor de forma silenciosa, reforçando o estereótipo sertanejo de força e contenção emocional, como no verso: “Mas homem quando é homem / Sofre calado e não chora”.
A saudade é o sentimento central da música, presente tanto na rotina quanto nos pequenos gestos, como ao olhar o retrato da amada ou buscar consolo na fé: “Na capela do arraial / Toda as tardinhas às seis horas / Pra aliviar minha dor / Peço pra Nossa Senhora”. O amanhecer, além de marcar o recomeço diário da dor, também sugere esperança de reencontro ou superação. A menção à “estrela d’alva” no final conecta a figura da amada à imagem de um astro que surge no início do dia, indicando que ela permanece presente, mesmo distante, iluminando e marcando cada novo ciclo de saudade. A simplicidade das imagens e a sinceridade dos sentimentos tornam a canção próxima de quem já viveu a dor de uma despedida amorosa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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