Exibições da letra 4

Ofício de Domador

Campesinos do Sul

Meu ofício é a doma
É o lombo da matungada
Pra isso levanto cedo
Quando ainda é madrugada
Não sou de brincar em serviço
Eu não refugo bolada
Vivo de estância em estância
Lidando com a bagualada

Pro ofício de domador
Que nasci e me criei
Até ja perdi a conta
Dos cavalos que domei

Comigo nasceu a sina
De lidar com aporreado
Sou índio cru do rio grande
Morrerei carcando o trançado
Domando potrada xucra
Levo a vida num trancaço
Amanso qualquer pelo
Com garra e força no braço

Pro ofício de domador
Que nasci e me criei
Até ja perdi a conta
Dos cavalos que domei

Percorro qualquer lonjura
Pra quebrar um queixo duro
Não importa se é de raça
Se é cruza ou sangue puro
Farejo matreiro a distância
Domar pra mim é ciência
No dia a dia da lida
Manejo com gosto e tenê

Pro ofício de domador
Que nasci e me criei
Até ja perdi a conta
Dos cavalos que domei

Composição: Mário Silveira, Thaís Vila Martins, Talita Vila Martins. Essa informação está errada? Nos avise.

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