
Ofício de Domador
Campesinos do Sul
Meu ofício é a doma
É o lombo da matungada
Pra isso levanto cedo
Quando ainda é madrugada
Não sou de brincar em serviço
Eu não refugo bolada
Vivo de estância em estância
Lidando com a bagualada
Pro ofício de domador
Que nasci e me criei
Até ja perdi a conta
Dos cavalos que domei
Comigo nasceu a sina
De lidar com aporreado
Sou índio cru do rio grande
Morrerei carcando o trançado
Domando potrada xucra
Levo a vida num trancaço
Amanso qualquer pelo
Com garra e força no braço
Pro ofício de domador
Que nasci e me criei
Até ja perdi a conta
Dos cavalos que domei
Percorro qualquer lonjura
Pra quebrar um queixo duro
Não importa se é de raça
Se é cruza ou sangue puro
Farejo matreiro a distância
Domar pra mim é ciência
No dia a dia da lida
Manejo com gosto e tenê
Pro ofício de domador
Que nasci e me criei
Até ja perdi a conta
Dos cavalos que domei




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