
No Poço Havia
Cândida Branca Flor
Narrativa lúdica e repetição em “No Poço Havia” de Cândida Branca Flor
A música “No Poço Havia”, interpretada por Cândida Branca Flor, utiliza uma estrutura acumulativa e repetitiva que remete diretamente ao universo das canções populares infantis. Cada novo verso acrescenta um elemento à história, formando uma sequência encadeada que estimula a memória e a participação ativa do ouvinte, principalmente das crianças. Esse formato lembra brincadeiras tradicionais e jogos de roda, em que a diversão está tanto na repetição quanto na expectativa do próximo acontecimento.
A letra trabalha com imagens simples do cotidiano — como poço, pau, sapo, folha e mosca —, criando uma cadeia de situações improváveis e engraçadas. O final, quando tudo se desfaz de maneira rápida e cômica (“E a mosca voou, a folha caiu, o sapo saltou, o pau quebrou, o poço secou e esta história acabou!”), reforça o tom leve e descontraído da canção. Isso mostra que o foco está menos em um significado profundo e mais no prazer da oralidade, do ritmo e da imaginação. A escolha de Cândida Branca Flor por esse tipo de música está ligada à sua atuação marcante no entretenimento infantil português, especialmente em programas como “Fungagá da Bicharada”, onde o lúdico e o educativo se misturavam para envolver o público jovem.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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