Longe da Monda
Cantadores do Alentejo
Tradição e saudade no Alentejo em “Longe da Monda”
“Longe da Monda”, dos Cantadores do Alentejo, retrata de forma clara a perda das tradições agrícolas no Alentejo, especialmente a prática da monda, que consistia em limpar o trigo das ervas daninhas. A letra destaca a ausência das mondadeiras, mulheres que desempenhavam esse trabalho essencial, como nos versos: “Já não vejo as mondadeiras / No verde trigo mondar”. O uso do termo “monda” reforça a ligação direta com a vida rural e o trabalho coletivo, que hoje quase não existem mais na região.
A música repete imagens do que já não se vê nos campos, como homens com charruas, montes caiados e moinhos moendo, o que acentua o sentimento de perda e mudança. A nostalgia aparece também na referência ao passado, como em “Ainda antes de nascer / Já o Sol no mar brilhava”, sugerindo uma ligação entre gerações e a natureza que foi interrompida. A letra não esconde a dureza da vida rural, lembrando que “Cedo começava o dia / Pra matar fome malvada”, mas valoriza a dignidade e o senso de comunidade do trabalho no campo. Ao mencionar que “montados e sobreirais vão morrendo”, a canção amplia o lamento para além das pessoas, incluindo a paisagem e a cultura alentejana ameaçadas pela modernização. Assim, “Longe da Monda” é um retrato sensível da transformação e do desaparecimento de um modo de vida profundamente ligado à identidade local.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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