Na Beira do Mar
Capoeira Brasil
Espiritualidade e ancestralidade em “Na Beira do Mar”
A música “Na Beira do Mar”, do grupo Capoeira Brasil, explora a forte ligação entre a capoeira, a espiritualidade afro-brasileira e a natureza, especialmente o mar. O verso “Eu sou filho de Iemanjá” conecta a prática da capoeira à religiosidade de matriz africana, já que Iemanjá é a orixá das águas e considerada mãe protetora. Essa referência reforça o sentimento de proteção e pertencimento espiritual dos praticantes. A menção a São Jorge Guerreiro mostra o sincretismo religioso típico da capoeira, onde santos católicos e orixás africanos coexistem como símbolos de força e inspiração.
A letra também destaca a importância dos espaços naturais de Salvador, como as praias e o mar, que historicamente foram locais de refúgio e resistência para os negros escravizados. Termos como “canavial” e “senzala” evocam o sofrimento do passado, enquanto a roda de capoeira à beira-mar representa liberdade e celebração. A repetição de “Janaina eu vim te escutar” reforça a busca por conexão com a ancestralidade, já que Janaina é outro nome para Iemanjá. O clima festivo, especialmente nas noites de lua cheia, mostra que a capoeira vai além da luta: é um ritual de resistência, pertencimento e alegria, onde natureza, música e espiritualidade se unem para fortalecer a identidade afro-brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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