Incendeia
Capoeira Nagô
Resistência e ancestralidade em “Incendeia” do Capoeira Nagô
A música “Incendeia”, do Capoeira Nagô, utiliza a palavra “incendeia” como símbolo da resistência, identidade e cultura negra que persistem e se reinventam diante da opressão. O verso “Tráfico no Brasil campo da mina / Daomé benin incêndiou” faz referência direta ao tráfico de escravizados vindos do Daomé (atual Benin), destacando tanto o impacto destrutivo desse processo quanto a capacidade de transformar dor em luta e cultura. O termo “nagô” reforça a herança iorubana e a importância dos africanos da Costa dos Escravos na formação da identidade negra no Brasil, especialmente na Bahia.
A letra também resgata a história da escravidão ao dizer: “Século dezoito / Sinhozinho me escravizou / Mas hoje livre, eu sou um negro nagô”. Aqui, contrapõe-se o passado de escravidão à afirmação de liberdade e orgulho ancestral. Elementos como o berimbau e o lampião, citados em “de um lado o berimbau e do outro o lampião”, representam a capoeira como resistência cultural e a luta como iluminação e combate, ambos centrais nas rodas realizadas no barracão, espaço tradicional de encontro e celebração. A menção ao “vale das sombras” traz uma dimensão espiritual, evocando proteção e consolo divinos diante das adversidades. Assim, “Incendeia” celebra a superação, a memória e a força coletiva do povo negro, transformando sofrimento em energia vital e cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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