
Boi de Encantaria
Boi Caprichoso
Ritualidade e identidade amazônica em “Boi de Encantaria”
A música “Boi de Encantaria”, do Boi Caprichoso, mergulha no universo místico e ritualístico das celebrações do Festival de Parintins. Expressões como “Gira boi de encantaria” e “Na fumaça da magia” reforçam a atmosfera de encantamento, típica das festas do boi-bumbá, e evocam o lado espiritual e lendário da Amazônia. A letra faz referência direta a figuras como “caboclo encantado”, “santo ajuremado”, “Pai da mata” e “Dom Sebastião”, conectando a música às mitologias indígenas, afro-brasileiras e luso-brasileiras, que são centrais nas apresentações do Boi Caprichoso.
A canção valoriza a musicalidade dos rituais ao destacar instrumentos tradicionais como tambor, atabaque, alfaia e xequerê, essenciais para criar o clima de celebração e transe coletivo. Ao afirmar “Parintins virou congá / É axé, Caprichoso, é patuá / Juremá”, a letra transforma a cidade em um grande terreiro, onde diferentes tradições religiosas e culturais se encontram, celebrando o sincretismo brasileiro. O verso “azul das contas do meu colar” faz referência à cor símbolo do Boi Caprichoso e à proteção espiritual, já que contas e patuás são elementos de fé em religiões de matriz africana e indígena. Assim, “Boi de Encantaria” exalta não só a festa, mas também o compromisso do Boi Caprichoso em preservar e divulgar as raízes culturais e espirituais da Amazônia, tornando cada apresentação um ritual de identidade e pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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