
Deusas da Guerra
Boi Caprichoso
Força feminina e ancestralidade em “Deusas da Guerra”
“Deusas da Guerra”, do Boi Caprichoso, destaca o protagonismo das Icamiabas, mulheres guerreiras da mitologia amazônica, e utiliza a figura de Conori como símbolo máximo desse poder feminino. A música vai além da simples narrativa de guerra ao transformar o tradicional papel masculino do guerreiro em uma celebração da liderança matriarcal. Ao afirmar que “o legislador guerreou contra mulheres guerreiras”, a canção sugere um confronto não só físico, mas também simbólico, entre estruturas patriarcais e a autonomia das mulheres indígenas.
A letra traz imagens marcantes como “mulheres pintadas”, “mulheres armadas” e “a flecha, a força, a guerra”, criando uma atmosfera de respeito e admiração pelas Icamiabas. A menção direta a Conori, que “andava na frente e comandava o exército do matriarcado”, reforça a liderança feminina e a sabedoria ancestral, conectando-se ao tema do Festival Folclórico de Parintins de 2018: “Sabedoria Popular: Uma Revolução Ancestral”. Ao citar povos indígenas como Baniwa, Tariana, Uerequena, Barés e Manaó, a música amplia o alcance da narrativa, mostrando que a influência das Icamiabas atravessa diferentes etnias da Amazônia. O termo “muiraquitãs lendárias” faz referência a amuletos tradicionais ligados à proteção e fertilidade, fortalecendo a conexão entre as guerreiras e a espiritualidade amazônica. Assim, “Deusas da Guerra” exalta a bravura feminina e celebra a resistência e riqueza da cultura indígena amazônica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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