
Desquite de Pobre É Briga
Carlito e Baduy
Crítica social e humor em "Desquite de Pobre É Briga"
"Desquite de Pobre É Briga", de Carlito e Baduy, usa humor e ironia para retratar a separação de casais de baixa renda, mostrando que, para quem não tem recursos, o fim do relacionamento acontece por meio de brigas, não por processos legais. O título já deixa claro esse contraste: enquanto pessoas com mais dinheiro podem recorrer ao desquite ou divórcio, os pobres resolvem tudo na base da discussão, sem advogados ou burocracia. Essa abordagem reforça a crítica social presente na obra da dupla, que sempre destacou as dificuldades do cotidiano das classes populares.
A letra descreve uma cena comum em vilas e bairros simples, com um casal discutindo na frente dos filhos sobre problemas como falta de comida e o alcoolismo do marido. O trecho “A mulher me reclamou eu não tenho que comer / Marido só no boteco dia e noite a beber” mostra a precariedade financeira e o desgaste do relacionamento. Já a fala do homem, “Eu tolero mulher feia, mas não me passa pra trás”, revela machismo e ressentimento, evidenciando como as brigas são marcadas por acusações e falta de diálogo. O narrador sugere, de forma irônica, que cada um siga seu caminho e divida os filhos, mas deixa claro que essa solução é inviável na prática. A participação de Voninho no acordeon reforça o clima sertanejo tradicional, aproximando ainda mais a música do universo rural e popular que Carlito e Baduy costumam retratar.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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