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Letra

    Vaqueiro velho que um dia foi criança
    E no aboio embalou sua ilusão
    Sonhos crescendo entre a raiva da esperança
    Correndo junto com você de pés no chão.
    Vaqueiro velho que domou a rês bravia
    E foi destaque de rodeio e vaquejadas
    Do peão garboso só restou a montaria
    Lembrança, estória na parede pendurada

    Que nem gado rumina o tempo consumido pela dor
    E, e, e, e carro, resta a paisagem
    Deste sonho já sem cor

    Vaqueiro velho que um dia viu a vida
    Estraçalhada qual o boi que vai pro corte
    Quando em rodeio sua perna foi ferida
    Dia da caça em que o boi era mais forte.
    Vaqueiro velho que sem bois cortou madeira
    A cabiúna, a embu rena e juntou cola
    E nem sei mesmo se por gosto ou brincadeira
    Hoje repica a vida em sonhos de uma viola.

    Legado onde a viola e o passado de um peão
    E, e, e, e viola, tempera a vida com toada e ilusão.

    Composição: Teo Azevedo / Thais De Almeida. Essa informação está errada? Nos avise.

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