
O Amarelo da Carris
Carlos do Carmo
O cotidiano lisboeta e a crítica social em “O Amarelo da Carris”
“O Amarelo da Carris”, interpretada por Carlos do Carmo, transforma o bonde amarelo em um símbolo marcante da vida urbana de Lisboa. A letra destaca o papel do elétrico como elo entre bairros históricos e diferentes classes sociais, como nos versos: “O amarelo da Carris / Vai da Alfama à Mouraria... / Vai da Baixa ao Bairro Alto / Trepa à Graça em sobressalto”. Esses trechos reforçam a ideia de uma cidade plural, onde realidades distintas se cruzam diariamente, e mostram como o transporte público faz parte da identidade lisboeta.
A música também traz uma crítica sutil às mudanças sociais e à modernização. No trecho “Tinha bancos de palhinha / Hoje tem cabelos brancos / E os bancos são de napa”, a troca dos bancos tradicionais por materiais modernos simboliza a perda de autenticidade e o envelhecimento não só do bonde, mas também da cidade e de seus moradores. Já o verso “Hoje o pó que o faz andar / É o pó do lava-lar / Com que ele se foi cobrir” sugere que a modernização pode ser apenas superficial, escondendo problemas mais profundos. Ao citar situações como “um rapaz empurra um velho / Ou se machuca uma criança”, a canção evidencia a deterioração das relações humanas e o aumento da indiferença, temas recorrentes nas parcerias entre Ary dos Santos e Carlos do Carmo. Assim, a música equilibra nostalgia, ironia e crítica social, usando o bonde amarelo como espelho das transformações e permanências em Lisboa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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