O amor como destino e contradição em “Amar” de Carlos Drummond de Andrade
No poema “Amar”, Carlos Drummond de Andrade apresenta o amor como uma experiência inevitável e cheia de contradições, indo além do romantismo tradicional. Ele utiliza imagens do cotidiano e da natureza para mostrar que o amor não faz distinção: “amar o que o mar traz à praia / o que ele sepulta” simboliza tanto as conquistas quanto as perdas que acompanham o sentimento. Drummond destaca que o amor se estende ao que é belo e desejado, mas também ao que é áspero ou ingrato, como em “um vaso sem flor, um chão de ferro / e o peito inerte”.
O poeta reforça a ideia de que amar é um destino inevitável, uma espécie de compulsão existencial: “Este o nosso destino: Amar sem conta / Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas”. Aqui, o amor aparece como uma entrega constante, mesmo quando não há retorno ou reconhecimento. Drummond evidencia o ciclo de construção e destruição presente nas relações humanas, marcado por uma “sede infinita” e pela tentativa de preencher a “concha vazia do amor”. Ao ampliar o conceito, ele inclui até mesmo a “falta de amor” e a “secura” como partes do sentimento, mostrando que amar é aceitar a condição humana, com suas limitações e desejos não realizados.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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