
Canção Para Álbum de Moça
Carlos Drummond de Andrade
Solidão e esperança em “Canção Para Álbum de Moça”
Em “Canção Para Álbum de Moça”, Carlos Drummond de Andrade retrata a solidão e a esperança de quem busca ser notado por alguém distante. O repetido “bom dia” dirigido à moça, mesmo sem resposta, revela um desejo persistente de contato e afeto. Esse gesto cotidiano, simples e delicado, remete aos álbuns de recordações juvenis da época, onde sentimentos eram guardados de forma reservada. A saudação se transforma em símbolo de um amor silencioso, que resiste à indiferença: “Bom dia: mas da distância ela nem me respondia”.
O tom melancólico do poema se acentua com a passagem do tempo e a ausência de resposta, mas a esperança permanece viva, como em “contudo esperarei o bom-dia”. A insistência do cumprimento ao longo do dia – “à tarde, à meia-noite”, “de madrugada” – mostra a força do sentimento do eu lírico. A imagem de “pintando a cor de meu dia que a moça possa encontrá-lo azul e rosa” expressa o desejo de tornar o mundo mais bonito para ser notado. O poema também destaca a dualidade entre a alegria aparente do sorriso da moça e a tristeza de quem espera, como em “o que há de rude também no clarão deste bom-dia”. No desfecho, a esperança de uma resposta se transforma em sonho de redenção: “Como a noite se mudara no mais cristalino dia!”, mostrando que um simples gesto de reciprocidade poderia transformar a vida do narrador.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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