
Anedota Búlgara
Carlos Drummond de Andrade
Hipocrisia e poder em "Anedota Búlgara" de Drummond
Em "Anedota Búlgara", Carlos Drummond de Andrade utiliza a figura de um czar para expor uma ironia marcante: o governante, que caça pessoas sem qualquer remorso, considera "uma barbaridade" a caça de borboletas e andorinhas. Essa inversão de valores destaca a hipocrisia humana, mostrando como alguém pode se indignar com a violência contra seres frágeis, mas ignorar ou justificar sua própria brutalidade contra outros seres humanos.
O poema, característico do modernismo de Drummond, adota uma linguagem simples e versos livres para apresentar essa contradição moral de forma direta e irônica. Ao escolher um czar como protagonista, o autor amplia a crítica para o campo social e político, sugerindo que líderes e pessoas no poder frequentemente têm uma percepção distorcida do que é certo ou errado. Eles condenam pequenas violências, mas são responsáveis por atos muito mais graves. O tom leve e quase anedótico do texto reforça o absurdo dessa lógica, tornando a crítica de Drummond ainda mais contundente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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