A ausência materna e o amadurecimento em “Carta”
A música “Carta”, inspirada no soneto de Carlos Drummond de Andrade dedicado à sua mãe, explora de forma sensível a ausência materna e seu impacto na vida adulta. O texto destaca que a falta da mãe é sentida de maneira mais profunda não ao dormir, mas ao acordar, quando a realidade e as responsabilidades do dia a dia se impõem. O verso “a falta que me fazes não é tanto à hora de dormir... É quando, ao despertar, revejo a um canto a noite acumulada de meus dias” mostra que essa ausência vai além da saudade: ela se transforma em um vazio existencial, marcando a identidade e a percepção do próprio eu.
O contexto da correspondência entre Drummond e sua mãe, especialmente após sua mudança para o Rio de Janeiro, reforça o tom íntimo e confessional da música. A letra transforma a carta em um espaço de memória, onde as lembranças da infância e o carinho materno são substituídos pelas marcas da vida adulta: “são golpes, são espinhos, são lembranças da vida a teu menino”. A imagem do “menino que a sol-posto perde a sabedoria das crianças” simboliza a perda da inocência e a entrada em um mundo de responsabilidades, onde a proteção materna já não alcança. Assim, “Carta” é tanto um lamento pela distância quanto uma reflexão sobre o amadurecimento e a solidão que acompanham o crescimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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