
Fraga e Sombra
Carlos Drummond de Andrade
Reflexão sobre perda e existência em "Fraga e Sombra"
A publicação de "Fraga e Sombra" por Carlos Drummond de Andrade coincidiu com a derrota do Brasil na Copa de 1950, o que acabou dando ao poema um tom de presságio, mesmo sem intenção direta do autor. Esse contexto histórico reforça o clima de melancolia e desamparo presente nos versos, especialmente ao mencionar a "sombra azul da tarde" e a "luz crepuscular". Essas imagens sugerem o fim de um ciclo e dialogam tanto com a sensação de perda coletiva do "Maracanazo" quanto com a ideia de que a vida é passageira.
O sino que toca sem que se saiba quem o faz soar traz uma sensação de mistério e de forças além do controle humano, ampliando o sentimento de impotência diante de grandes acontecimentos, sejam eles pessoais ou nacionais. A metáfora do "alfanje que sono e sonho ceifa devagar" destaca a linha tênue entre a vigília e o esquecimento, entre o real e o sonho. O poema mostra como, entre "céu e terra", as pessoas se sentem isoladas diante de um mundo grandioso, mas distante, como nos versos "mar ausente e abstrata serra". No final, a expressão "vontade de anular a criatura" revela o desejo de transcender a própria existência, uma resposta à angústia diante da impermanência e da busca por sentido. "Fraga e Sombra" aborda, de forma serena, temas como limite, luto e a passagem do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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