
O Amor Bate Na Aorta
Carlos Drummond de Andrade
Humor e cotidiano no amor em “O Amor Bate Na Aorta”
Em “O Amor Bate Na Aorta”, Carlos Drummond de Andrade utiliza imagens inesperadas e um tom irônico para abordar o amor de forma leve e acessível. Ao dizer “o amor bate na aorta” e “o amor ronca na horta”, o poeta brinca com a sonoridade das palavras e aproxima o sentimento do corpo e do cotidiano, mostrando que o amor pode ser sentido de maneiras inusitadas e até engraçadas. A referência a “hoje tem filme de Carlito” conecta o amor à atmosfera dos filmes de Charles Chaplin, sugerindo que, assim como no cinema mudo, o amor se expressa mais por gestos e emoções do que por palavras, trazendo uma dimensão lúdica e universal ao tema.
Drummond mistura situações do dia a dia com metáforas surpreendentes para mostrar como o amor transforma a rotina: “Vira o mundo de cabeça para baixo”, “suspende a saia das mulheres, tira os óculos dos homens”. Essas imagens reforçam a ideia de que o amor desestabiliza, provoca reações físicas e emociona, afetando pessoas de todas as idades. Ao mencionar “certos ácidos adoçam a boca murcha dos velhos”, o poeta sugere que o amor pode adoçar até a velhice, mesmo quando “os dentes não mordem” e “os braços não prendem” mais. O poema termina reconhecendo o mistério do amor, com Drummond afirmando “vejo muitas outras coisas que não ouso compreender”, mantendo o tom leve e reflexivo que marca sua obra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Carlos Drummond de Andrade e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: