
O Tempo Passa? Não Passa
Carlos Drummond de Andrade
O amor e a eternidade em “O Tempo Passa? Não Passa”
Em “O Tempo Passa? Não Passa”, Carlos Drummond de Andrade desafia a ideia comum de que o tempo é uma força que separa ou desgasta. O poeta sugere que, no contexto do amor, o tempo perde sua influência e se torna irrelevante diante da intensidade do sentimento. Logo nos primeiros versos, Drummond afirma: “O tempo passa? Não passa / no abismo do coração”, indicando que, para quem ama, o tempo não segue uma linha contínua, mas se transforma em um espaço onde o amor permanece intacto.
O poema faz parte da coletânea “Amar se Aprende Amando” e reforça a ideia de que o amor verdadeiro transcende as limitações do tempo. Quando Drummond escreve “O tempo é todo vestido / de amor e tempo de amar”, ele mostra que o tempo só ganha sentido quando preenchido pelo amor, rejeitando a visão de tempo como algo a ser consumido ou economizado. A imagem do aniversário como “um nascer a toda hora” destaca a renovação constante proporcionada pelo amor, sugerindo que cada momento é uma nova oportunidade de recomeço. No verso final, “pois só quem ama escutou / o apelo da eternidade”, Drummond resume sua visão: o amor conecta o ser humano ao eterno, dissolvendo as fronteiras do tempo e tornando a experiência amorosa o verdadeiro sentido da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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