
Mãos Dadas
Carlos Drummond de Andrade
Solidariedade e presente em “Mãos Dadas” de Carlos Drummond
Em “Mãos Dadas”, Carlos Drummond de Andrade rejeita tanto o saudosismo quanto a idealização do futuro, defendendo um engajamento direto com o presente e com a coletividade. Ao afirmar que não será “o poeta de um mundo caduco” nem irá “cantar o mundo futuro”, Drummond critica a poesia que se refugia em nostalgias ou utopias, destacando a importância de enfrentar a realidade concreta e valorizar as pessoas ao redor. O verso “O presente é tão grande, não nos afastemos / Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas” resume esse chamado à solidariedade, especialmente significativo no contexto de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, quando a união e a empatia eram essenciais.
O poema também se distancia dos temas tradicionais da poesia romântica, como o amor idealizado ou a fuga para mundos imaginários. Isso fica claro quando Drummond declara: “Não serei o cantor de uma mulher, de uma história / Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela”. Em vez disso, ele reforça o compromisso com “tempo presente, os homens presentes / A vida presente”, rejeitando qualquer forma de alienação. Com uma linguagem sóbria e direta, Drummond afirma que a matéria-prima da poesia – e da vida – é o agora compartilhado, vivido em comunhão com os outros, mesmo diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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