
Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
Ironia e crítica social no poema “Quadrilha” de Carlos Drummond de Andrade
Em “Quadrilha”, Carlos Drummond de Andrade utiliza a ironia para questionar as convenções sociais do casamento e do amor. O ponto mais marcante é o fato de Lili, a única personagem que “não amava ninguém”, acabar se casando com J. Pinto Fernandes, um personagem que sequer havia sido mencionado antes. Essa escolha subverte a expectativa de que o casamento seja resultado do amor, sugerindo que, muitas vezes, ele ocorre por conveniência ou acaso. O título “Quadrilha” faz referência à dança típica das festas juninas, onde há troca de pares, simbolizando os desencontros e a aleatoriedade das relações amorosas retratadas no poema.
A sequência de amores não correspondidos entre João, Teresa, Raimundo, Maria, Joaquim e Lili evidencia a imprevisibilidade das paixões humanas, um tema central do modernismo brasileiro. Cada personagem tem um destino marcado por ironia ou tragédia: João vai embora, Teresa se isola, Raimundo morre, Maria fica sozinha e Joaquim se suicida. O único casamento, o de Lili, é vazio de sentimento, reforçando o tom sarcástico do poema. Além disso, alguns estudiosos sugerem que Lili pode ser uma referência à Lilith, figura mitológica ligada à independência feminina, o que acrescenta uma crítica à expectativa de que a mulher deva amar ou se encaixar em padrões tradicionais de romance.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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