
No Meio do Caminho
Carlos Drummond de Andrade
Obstáculos e memória em “No Meio do Caminho” de Drummond
Em “No Meio do Caminho”, Carlos Drummond de Andrade utiliza a repetição da frase “no meio do caminho tinha uma pedra” para destacar como certos obstáculos são inevitáveis e marcam profundamente a trajetória de qualquer pessoa. A "pedra" funciona como uma metáfora clara para as dificuldades e desafios inesperados que surgem na vida, mostrando que, por mais que se tente, não é possível ignorá-los ou esquecê-los. Isso fica evidente nos versos “Nunca me esquecerei desse acontecimento / Na vida de minhas retinas tão fatigadas”, que reforçam como algumas experiências deixam marcas permanentes na memória e na forma de enxergar o mundo.
O poema também faz referência à tradição literária, especialmente ao início de “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri, onde o protagonista se encontra perdido “no meio do caminho” de sua vida. Essa conexão amplia o sentido do texto, transformando a pedra em um símbolo universal dos desafios existenciais. A estrutura repetitiva do poema, que gerou debates entre críticos e modernistas, serve para enfatizar a inevitabilidade desses momentos difíceis e como eles se impõem, independentemente da vontade ou preparo de quem os enfrenta. Assim, “No Meio do Caminho” se destaca como uma reflexão direta e marcante sobre a presença constante dos obstáculos na vida e o impacto duradouro que exercem sobre cada pessoa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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