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A Fantástica Fábrica de Cadáver

Carlos Eduardo Taddeo

LetraSignificado

    Se seu calor for detectado pelo helicóptero
    A MAG troca miolos por tecido necrótico
    Somos matéria-prima da mais produtiva estatal
    Onde gambé põe armas no bar em fraude processual
    50 Mil defuntos só é a taxa apresentada
    Por que homicídio no Datasus é morte de causa ignorada
    Sem as cabeças certas decepadas por Makita
    Ser o corpo na cena de crime do Geacrim virou sina
    Nem a criminalística do Sudão
    Examina tantos jovens com sinais claros de execução
    Tanto enforcado com as tripas nas diligências
    Que encobrem a lei do abate com auto de resistência
    Wilhelm Mauser e John Browning vão acabar canonizados
    Pela graça do recorde em sangue coagulado
    Pela procura de prótese da indústria ortopédica
    Que acerta amputações com a junta médica
    Quando mais espoleta, propelente, rigidez cadavérica
    Mais concreto balístico vendido pra apê e lotérica
    A Fenavist pede pra Globo terror no esquete
    E colhe fechamento no azul, garagem com Shelby
    O mercado macabro precisa do reclame post-mortem
    De tórax com balote no dublê da Amarok
    O líder mirim do 1-5-7 na Versace
    É diesel pra caldeira da fantástica fábrica de cadáver

    Trá, trá, trá, trá, o sistema vai modelar
    Matéria-prima sem valor pra polícia desfigurar
    Tabaco, álcool, crack, fuzil antiaéreo
    A linha de montagem começa no berço e vai até o cemitério
    Trá, trá, trá, trá, o sistema vai modelar
    Matéria-prima sem valor pra polícia desfigurar
    De vassoura ou M2, em trégua ou no embate
    Todos sangram na fantástica fábrica de cadáver

    Da hora quando o boy é confundido pela Tático
    Mostra pra elite a eficácia dos seus demônios fardados
    Não chora, viúva, por sua perda!
    Cumpriram a ordem do seu marido: Atirar na cabeça!
    A campanha pede o desarmamento da periferia
    Só que os calibres letais protegem a burguesia
    As armas quentes e frias, que revivem Birkenau
    Tão na cinta dos que vigiam torre empresarial
    Qual o sentido do meu arsenal musical
    No ouvido dos sucessores da matança em escala industrial?
    O boy da Pink Elephant de hoje é o carrasco de amanhã
    Que vai imitar os passos do coronel Ubiratan
    É o cuzão que vai seguir te educando
    Pra mandar via SMS que o correntista tá sacando
    O sistema quer você no busão, irritado
    Com a marcha contra o genocídio, que deixa o trânsito engarrafado
    Porque assim, gringo não vê que o país da moda
    É líder em mortes por arma de fogo, deficiência dolosa
    Não vê que no Romão Gomes cumprem pena de um ano
    Por decapitar excluído ainda respirando
    Henry Ford se curvaria à montadora
    Que produz por hora cinco carros furados por metralhadora
    Nem com Napalm e Sarin se alcança a produtividade
    Da fantástica fábrica de cadáver

    Trá, trá, trá, trá, o sistema vai modelar
    Matéria-prima sem valor pra polícia desfigurar
    Tabaco, álcool, crack, fuzil antiaéreo
    A linha de montagem começa no berço e vai até o cemitério
    Trá, trá, trá, trá, o sistema vai modelar
    Matéria-prima sem valor pra polícia desfigurar
    De vassoura ou M2, em trégua ou no embate
    Todos sangram na fantástica fábrica de cadáver

    No IML, todo dia, alerta amarelo
    Não pra esperar vítima de desastre aéreo
    Separador de costelas fica a postos e afiado
    Aguardando o novo massacre de maio
    É praxe na lavoura das cruzes, perfuração na mão
    Sinal de proteção contra agressão
    É praxe na lavoura das cruzes, quando a tropa ataca
    Imagens incriminadoras requisitadas
    Não existe lucro pra nós na PT entupida
    Ela funciona como pivô da venda dos seguros de vida
    Sem os desmanches cortando a lataria do Chevrolet
    É falência pra Marítima, Porto, Santander
    Sobrevivência também é boicotar o empresariado
    Que despreza o perfil do favelado
    Não tem nós no reclame da Ruffles, da Colgate
    Então não consuma o preconceito moldado em embalagem
    Pelo rico, a aniquilação nunca vai ser cessada
    Porque carboniza poucos da playboyzada
    Pra cada 10 latrocínios de burguês
    Entram na sala de necrópsia 4 mil de nós por mês
    Longe do poder, só vamos preservar a espécie
    Nascendo com uma película anti-chumbo na pele
    Nem roteiro de ficção se aproxima da barbárie
    Cometida na fantástica fábrica de cadáver

    Trá, trá, trá, trá, o sistema vai modelar
    Matéria-prima sem valor pra polícia desfigurar
    Tabaco, álcool, crack, fuzil antiaéreo
    A linha de montagem começa no berço e vai até o cemitério
    Trá, trá, trá, trá, o sistema vai modelar
    Matéria-prima sem valor pra polícia desfigurar
    De vassoura ou M2, em trégua ou no embate
    Todos sangram na fantástica fábrica de cadáver

    Composição: Carlos Eduardo Taddeo. Essa informação está errada? Nos avise.
    Enviada por Flávio. Legendado por Gabriel. Revisões por 5 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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