
Saudades de matão
Carlos Galhardo
A saudade universal em "Saudades de matão" de Carlos Galhardo
"Saudades de matão", interpretada por Carlos Galhardo, nasceu como uma valsa instrumental dedicada à cidade de Matão, mas ganhou nova dimensão quando Raul Torres acrescentou a letra em 1938. A música, que inicialmente celebrava um lugar específico, se transformou em um lamento sobre a perda e a saudade, sentimentos que vão além do contexto regional e tocam qualquer pessoa que já experimentou dor amorosa ou existencial.
A letra revela um sofrimento profundo e solitário, como nos versos: “Ninguém conhece a razão / Porque eu choro no mundo assim” e “Esta dor que me consome / Não posso viver / Quero morrer”. A imagem da “peregrina flor” que aparece no céu simboliza a esperança de que, mesmo após a partida ou a morte, algo belo possa surgir e mostrar aos outros a intensidade da perda. O contraste entre a felicidade dos outros – “na Terra, todos cantam” – e o isolamento do narrador reforça o tom melancólico da canção.
Além do tema da paixão perdida, a música carrega um forte sentimento de nostalgia, marcado por disputas de autoria e pela interpretação marcante de Carlos Galhardo. "Saudades de matão" se tornou um símbolo da melancolia sertaneja e da memória afetiva brasileira, expressando a saudade não só de um amor, mas também de um tempo e de um lugar que ficaram no passado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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