
Luar de Paquetá
Carlos Galhardo
Romantismo e transcendência em “Luar de Paquetá” de Carlos Galhardo
“Luar de Paquetá”, de Carlos Galhardo, transforma a Ilha de Paquetá em um cenário de romantismo e contemplação, onde o amor é vivido como um ritual quase sagrado. A expressão “hóstia azul fervendo em chama” destaca a fusão entre o sagrado e o profano, elevando o sentimento amoroso a um patamar espiritual sob o luar da ilha. A referência às “nereidas incessantes abrem lírios ao luar” traz elementos da mitologia grega, associando o ambiente a um universo mágico e idealizado, reforçando o tom de encantamento presente na canção.
A inspiração para a música veio de um passeio real de bote pela ilha em 1922, o que confere autenticidade à atmosfera nostálgica e serena da letra. Paquetá é retratada como um refúgio romântico, um “ninho oculto onde o amor celebra em culto todo o encanto que a rodeia”. A canção mistura elementos naturais, como o mar, a lua e os jardins, à simplicidade da vida dos pescadores, sugerindo que a felicidade e o amor verdadeiro podem ser encontrados em lugares humildes e afastados da agitação urbana. O verso “Paquetá é um céu profundo que começa neste mundo mas não sabe onde acabar” resume a ideia de transcendência, apresentando a ilha como um paraíso terreno que se confunde com o divino, reforçando o caráter poético e contemplativo da obra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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