
Caminito
Carlos Gardel
Memória e saudade no tango “Caminito” de Carlos Gardel
Em “Caminito”, Carlos Gardel transforma um simples caminho em símbolo de memórias afetivas e dor. Inspirada pelo romance breve de Gabino Coria Peñaloza em Olta, a letra usa o caminho que “el tiempo ha borrado” (o tempo apagou) para representar a passagem do tempo e o esquecimento. O narrador se identifica com o caminho, ambos marcados e consumidos pela ausência da pessoa amada, como nos versos: “Una sombra ya pronto serás / Una sombra lo mismo que yo” (Em breve você será uma sombra / Uma sombra, assim como eu). Essa fusão reforça a ideia de que a perda amorosa apaga não só lembranças, mas também parte da identidade de quem sofre.
A melancolia da música aparece no lamento constante pela partida da amada: “Desde que se fue / Triste vivo yo” (Desde que ela se foi / Vivo triste). O “caminito” é apresentado como testemunha silenciosa dos momentos felizes e do sofrimento atual. O narrador pede ao caminho que, caso a amada retorne, não revele que ele chorou: “No le digas si vuelve a pasar / Que mi llanto tu suelo regó” (Não diga, se ela passar de novo, que minhas lágrimas regaram seu chão). O contexto histórico, com a letra escrita décadas antes da melodia, reforça o sentimento de saudade e de um tempo que não volta. No final, o desejo do narrador de “cair” ao lado do caminho e ser apagado pelo tempo sintetiza a união entre espaço físico e emoção, tornando “Caminito” um lamento universal sobre perda, memória e esquecimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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