
Volver
Carlos Gardel
Nostalgia e tempo em "Volver" de Carlos Gardel
A música "Volver", de Carlos Gardel, aborda de forma marcante a relação entre o tempo, a memória e a saudade. O verso “que veinte años no es nada” destaca como, apesar da passagem de décadas, as emoções e lembranças permanecem vivas, mostrando a rapidez com que a vida passa e a força dos sentimentos que resistem ao tempo. O retorno ao “primer amor” vai além de um simples reencontro; é um mergulho na nostalgia, como fica claro em “vivir con el alma aferrada a un dulce recuerdo que lloro otra vez”, onde o eu lírico revela estar preso a lembranças que ainda provocam emoção e dor.
A letra também reflete sobre o envelhecimento, usando imagens como “las nieves del tiempo platearon mi sien” para mostrar os efeitos dos anos. O medo de reencontrar o passado, expresso em “tengo miedo del encuentro con el pasado que vuelve”, revela a ambivalência entre o desejo de reviver momentos marcantes e o receio das dores que eles podem trazer. O contexto histórico da canção, composta pouco antes da morte trágica de Gardel e Le Pera, intensifica o tom melancólico e resignado. "Volver" se tornou um símbolo universal da saudade e da inevitabilidade de revisitar as próprias origens, mesmo quando isso envolve perdas e mudanças. Sua presença em diferentes gerações e em obras como o filme de Almodóvar reforça seu papel como expressão atemporal dos sentimentos humanos diante do tempo e da memória.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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