
Vênus da Estrada
Carlos Niehues
Desejo e vulnerabilidade em "Vênus da Estrada" de Carlos Niehues
"Vênus da Estrada", de Carlos Niehues, explora a tensão entre desejo e contenção, usando imagens que misturam força instintiva e fragilidade emocional. O verso “ser o resto de uma fera / pra poder te devorar” mostra um impulso intenso, mas incompleto, como se o desejo fosse forte, porém limitado por alguma perda ou ausência. A canção também destaca a dualidade entre inocência e experiência, como em “Fortaleza de um menino” e “Tentação de anjo cadente”, sugerindo que o personagem oscila entre pureza e queda, força e vulnerabilidade, enquanto busca algo ou alguém que representa tanto salvação quanto perdição.
Metáforas como “cavo com as mãos a minha mina / na luz de lamparina de um luar” reforçam a ideia de uma busca difícil e solitária por algo valioso, iluminada apenas por uma luz fraca e incerta. A repetição de “Irê irê irerum irê irê” cria um clima ritualístico, quase como um mantra, indicando que essa busca é também espiritual ou existencial. O trecho “há sempre uma erva daninha / pra quem deixou de sonhar / asas que se podam não podem voar” traz uma reflexão sobre a importância de manter os sonhos vivos, pois a perda deles leva à estagnação e à impossibilidade de alcançar novos caminhos. A fusão de influências internacionais e brasileiras, característica da obra de Niehues, aparece na riqueza poética e simbólica da letra, convidando o ouvinte a refletir sobre seus próprios desejos, limites e buscas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Carlos Niehues e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: