
Amor Em Serenata
Carlos Nobre
Solidão e desejo no romantismo de “Amor Em Serenata”
“Amor Em Serenata”, de Carlos Nobre, explora a intensidade de um amor não correspondido, usando a tradição da serenata como símbolo de entrega e vulnerabilidade. O verso “nem vejo a lua, porque teus olhos são a minha obsessão” mostra como o protagonista está tão envolvido por seus sentimentos que o mundo ao redor perde o sentido. Esse foco absoluto na pessoa amada reflete o contexto das décadas de 1950 e 1960, quando a serenata era um gesto romântico, mas também um momento de exposição emocional e solidão.
A letra também destaca a recusa do protagonista em buscar consolo em outros relacionamentos, como em “outros beijos eu não quero desfrutar, porque não vivo de ilusão e acho impossível, viver com outra com vontade de te amar”. Essa escolha revela um compromisso emocional total, mesmo diante da rejeição, e um medo de afastar ainda mais a pessoa amada. O cenário do luar e o caminhar solitário reforçam a atmosfera melancólica, enquanto a serenata, que normalmente representa esperança, aqui se transforma em lamento. Assim, a música se destaca como um exemplo do romantismo brasileiro, misturando amor idealizado, resignação e saudade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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