Não Venhas Tarde
Carlos Ramos
Relações e resignação em "Não Venhas Tarde" de Carlos Ramos
"Não Venhas Tarde", de Carlos Ramos, retrata de forma sensível a aceitação silenciosa da infidelidade dentro de um casamento, algo comum no contexto português dos anos 1950, quando o divórcio ainda não era permitido. O pedido repetido de "Não venhas tarde!" vai além de uma simples preocupação com o horário; é um apelo carregado de saudade, ciúme e resignação. A esposa, ciente das traições do marido, opta por não confrontá-lo diretamente, expressando sua dor de maneira contida e afetuosa, como no verso: "Dizes-me tu com carinho, sem nunca fazer alarde do que me pedes, baixinho".
A letra revela a desigualdade na relação: o marido admite sua covardia e mentira, reconhecendo que a esposa sabe de sua infidelidade, mas ainda assim o recebe com um sorriso e o mesmo pedido. O trecho "Tu estás sentindo que te minto e sou cobarde, mas sabes dizer, sorrindo, 'Meu amor, não venhas tarde!'" destaca a força e a resignação feminina diante da dor, refletindo o papel social da mulher na época. A melancolia do fado se intensifica na última estrofe, quando o marido teme que um dia a esposa inverta o pedido, dizendo "Meu amor, não venhas cedo!", sugerindo a possibilidade de abandono ou indiferença. Assim, a canção expõe com sinceridade o ciclo de saudade, ciúme e resignação que marca relações afetivas permeadas pela infidelidade e pela impossibilidade de ruptura.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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