La Llorona
Carmen Goett
Dor e saudade em "La Llorona" na voz de Carmen Goett
Em "La Llorona", Carmen Goett resgata a figura folclórica da Llorona, transformando-a em um símbolo universal de dor e saudade. A repetição do nome "Llorona" funciona como um lamento ritualístico, reforçando a presença constante do sofrimento. O verso “Aunque la vida me cueste, Llorona, no dejaré de quererte” (Mesmo que me custe a vida, Llorona, não deixarei de te amar) destaca um amor tão intenso que persiste mesmo diante do sofrimento extremo, conectando-se à lenda da mulher que, após perder tudo, permanece presa à sua dor.
A letra traz imagens de morte e luto, como nas “flores del campo santo” (flores do cemitério), que “cuando las mueve el viento, parece que están llorando” (quando o vento as move, parece que estão chorando). Essa imagem sugere que até a natureza compartilha do pesar da narradora. O trecho em que as penas são contadas a um “Santo Cristo de fierro” (Santo Cristo de ferro) e até mesmo o Cristo chora, intensifica o sentimento de sofrimento insuportável, mostrando que a dor é tão profunda que comove até o divino. A canção ainda ressalta: “también de dolor se canta, Llorona, cuando llorar ya no se puede” (também se canta de dor, Llorona, quando já não se pode chorar), mostrando que o canto surge como último recurso diante da impossibilidade de chorar. Assim, a música se torna um veículo para expressar emoções profundas quando as lágrimas já não bastam.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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