
E o Mundo Não Se Acabou
Carmen Miranda
Humor e liberdade diante do medo em “E o Mundo Não Se Acabou”
“E o Mundo Não Se Acabou”, interpretada por Carmen Miranda, faz uma sátira ao medo coletivo provocado por previsões de fim do mundo, especialmente influenciada pelo clima de histeria causado por eventos como a transmissão radiofônica de “A Guerra dos Mundos” de Orson Welles. A letra mostra como as pessoas mudam de comportamento diante do pânico: “minha gente lá de casa começou a rezar” e “nessa noite lá no morro não se fez batucada”. O samba-choro de Assis Valente, eternizado na voz de Carmen Miranda, destaca o contraste entre o medo e o desejo de aproveitar a vida, mesmo diante da incerteza.
O tom leve e bem-humorado aparece quando a narradora decide se libertar das convenções sociais, já que “o mundo ia se acabar”: ela beija “na boca de quem não devia”, pega “na mão de quem não conhecia” e dança samba “em traje de maiô”. Essas atitudes, normalmente vistas como ousadas, ganham um sentido de celebração e liberdade diante da possível catástrofe. Quando o mundo não acaba, a música traz a ironia das consequências desses atos impulsivos, como o “barulho e confusão” com o “gajo” que espalha boatos. Assim, a canção ressalta tanto a tendência humana ao exagero diante do medo quanto a capacidade de rir de si mesmo e seguir em frente, valorizando o espírito festivo e resiliente do povo brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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