In Taberna quando sumus
Carmina Burana
Igualdade e irreverência em "In Taberna quando sumus"
"In Taberna quando sumus", do Carmina Burana, destaca-se pela irreverência ao retratar a taverna como um espaço onde todas as barreiras sociais e religiosas desaparecem. O poema, de origem goliárdica, faz questão de mostrar que, ali, todos – do papa ao rei, do servo à senhora – se igualam no ato de beber, como nos versos: “Tam pro papa quam pro rege / Bibunt omnes sine lege” (Tanto o papa quanto o rei / Todos bebem sem lei). Essa abordagem desafia abertamente os valores morais da Idade Média, propondo uma comunhão profana e livre de julgamentos.
A letra brinca com a ideia de que, dentro da taverna, não há espaço para o medo da morte, apenas para o prazer imediato: “Ibi nullus timet mortem / sed pro Baccho mittunt sortem” (Ali ninguém teme a morte / mas jogam a sorte por Baco). A menção a Baco, deus romano do vinho, reforça o tom pagão e provocativo, zombando dos valores cristãos. A sequência de brindes para diferentes grupos – vivos, mortos, cristãos, pecadores, viajantes – ironiza os rituais religiosos e mostra a bebida como elo universal. No final, o texto assume um tom autocrítico e sarcástico ao reconhecer que todos acabam criticados e necessitados: “Sic nos rodunt omnes gentes / Et sic erimus egentes” (Assim todos nos criticam / E assim ficaremos necessitados). A música, assim, celebra a vida boêmia e questiona a hipocrisia social e religiosa, usando a taverna como símbolo de igualdade e liberdade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Carmina Burana e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: