
À Beira do Cais
Carminho
Esperança e saudade no fado “À Beira do Cais” de Carminho
Em “À Beira do Cais”, Carminho utiliza a imagem do cais como símbolo de espera e esperança. O verso “Esse mar de águas paradas / Que alimenta a minha fé” mostra como o mar, mesmo aparentemente calmo, representa o elo entre quem ficou e quem partiu, sustentando a expectativa de reencontro. O cenário sereno do cais contrasta com a intensidade da saudade, um sentimento central no fado, gênero musical tradicionalmente ligado à ausência e à espera.
A letra destaca a persistência de quem espera, mesmo diante da incompreensão dos outros: “Há quem não ache acertado / Mas a mim, pouco me interessa”. Esse trecho evidencia uma entrega pessoal à esperança, independentemente do julgamento alheio. O hábito de ir ao cais é descrito como um ritual, uma forma de manter viva a ligação com quem está distante, como em “Junto ao mar, eu acredito / Que estou mais perto de ti”. Assim, o cais se torna um espaço emocional, onde a saudade se transforma em fé e resistência. Ao interpretar esse fado, já consagrado por Dina do Carmo, Carminho reforça a universalidade do tema e a força do sentimento de espera, elementos marcantes na tradição do fado português.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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