
O Quarto
Carminho
Solidão e intimidade fragmentada em “O Quarto” de Carminho
Em “O Quarto”, Carminho une uma letra inédita à melodia clássica do “Fado Pagem”, de Alfredo Marceneiro, criando um diálogo entre tradição e contemporaneidade. O ponto central da música é a transformação do quarto, espaço normalmente associado à intimidade, em símbolo do distanciamento emocional. No verso “Neste quarto tão pequeno / Que eu pensava ser só meu / Infiltra-se um tal veneno / Que é a solidão e eu”, Carminho mostra como o ambiente íntimo se torna palco de uma solidão profunda, sugerindo que a presença física do outro não é suficiente para preencher o vazio afetivo.
A letra aprofunda a sensação de desconexão mesmo quando há proximidade, como em “Juntos não somos um todo / É sufocante o vazio” e “Agora já somos três / Mas esses não fazem um / Nem ao entrares tu me vês / Este quarto é de nenhum”. Aqui, o quarto representa a fragmentação do relacionamento, onde a presença de ambos, e até de uma terceira “presença” – a solidão –, não resulta em unidade, mas sim em isolamento compartilhado. O trecho “Coração que se partiu / Que está sem nada pra dar / É este quarto vazio / Onde nem lá cabe o ar” reforça a ideia de um coração partido e incapaz de se doar. A atmosfera melancólica, típica do fado, ganha ainda mais destaque ao ser reconhecida internacionalmente, como na playlist de Barack Obama e na trilha do filme “Poor Things”, mostrando a universalidade do sentimento de solidão e desconexão que Carminho expressa de forma sensível e clara.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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