A crítica social e o apelo à empatia em “Eco”
Em “Eco”, Carolina Deslandes faz uma ponte entre o passado e o presente ao incorporar o refrão de “Grito”, de Amália Rodrigues, à sua composição. Essa escolha não é apenas uma homenagem à tradição da música portuguesa, mas também uma forma de atualizar o lamento histórico para abordar tragédias atuais, como genocídio e racismo. O verso “Silêncio, do silêncio eu faço um grito” marca essa transição, mostrando como o silêncio diante do sofrimento coletivo pode ser rompido por um grito de denúncia, que expressa tanto a dor pessoal quanto a indignação social.
A letra traz críticas diretas à superficialidade das redes sociais e à empatia apenas de aparência, como em “Não escrevas empatia se não queres saber” e “Não te vale o hashtag se a alma é pequena”. Carolina Deslandes contrapõe preocupações cotidianas, como “Da loja que fechou, da festa que alguém cancelou”, ao sofrimento real de povos como palestinos e colombianos, evidenciando a distância entre o privilégio e a tragédia. O apelo à empatia verdadeira aparece em “Ser empático, é comparecer / É sofrer por ver alguém sofrer”, reforçando que sentir a dor do outro exige mais do que palavras ou gestos vazios: é preciso um compromisso ativo com o sofrimento alheio. Ao final, “Eco” se transforma em um chamado à ação e à consciência, rejeitando o cinismo e a indiferença diante das injustiças do mundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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