
Moamba
Carolina Maria de Jesus
Desigualdade social e resistência em "Moamba" de Carolina Maria de Jesus
"Moamba", de Carolina Maria de Jesus, retrata de forma direta a realidade da exclusão social e da pobreza vivida por ela e por muitos moradores de favelas. Um ponto central da música é o uso da palavra "moamba" no refrão, que vai além de seu significado como prato típico africano. Aqui, "moamba" simboliza o peso ou fardo imposto à narradora, representando as dificuldades estruturais que impedem seu progresso. Quando Carolina repete "me botaram uma moamba, minha vida não vai pra frente", ela evidencia que a miséria não é fruto do acaso, mas resultado de uma sociedade que marginaliza os mais pobres.
A letra utiliza imagens simples e impactantes para mostrar a falta de itens básicos como casa, comida, roupas, sapato e chapéu. Carolina denuncia a injustiça social ao expor a contradição de trabalhar muito e ainda assim viver no "miserê". O verso "todo mundo come carne, eu só como arroz e feijão" destaca a desigualdade e a privação diária. Ao dizer "quem não tem de ir pra cima não adianta olhar pro céu", ela rejeita a esperança passiva em milagres, defendendo a necessidade de ação e luta diante de um sistema opressor. Lançada em 1961 e relançada em 2023, a canção segue atual ao dar voz aos invisíveis e desamparados da sociedade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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