
Lei Áurea
Carolina Soares
A crítica social e histórica em "Lei Áurea" de Carolina Soares
"Lei Áurea", de Carolina Soares, expõe de forma clara que a abolição da escravatura em 1888 não representou uma liberdade real para os negros no Brasil. O verso “O negro já não apanha mais, mas continua na escravidão” resume a crítica central da música: apesar do fim da violência física, a exclusão social e a falta de oportunidades persistiram. A canção destaca que, após a assinatura da Lei Áurea, os ex-escravizados foram abandonados à própria sorte, sem políticas de apoio ou reparação, como mostra a referência a terem sido "jogados na rua". Esse contexto histórico é fundamental para entender a permanência das desigualdades raciais no país.
A letra traz imagens marcantes do sofrimento imposto pelo sistema escravista, como em “Dorme presos como animais, acorda cedo pra trabalhar” e “O negro caía cansado, logo era chicoteado”. Esses trechos evidenciam a brutalidade e a desumanização vividas pelos negros. O refrão “Não bata n'eu mais não, seu feitor, que eu já vou me levantar” expressa o desejo por respeito e dignidade, além de simbolizar a resistência diante da opressão. Ao repetir “Libertação, libertação, libertação”, a música reforça que a luta por liberdade e igualdade ainda não terminou, ressaltando que a Lei Áurea foi apenas um passo inicial, insuficiente para garantir justiça social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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