
Mundo Enganador
Carolina Soares
Resistência e ancestralidade em “Mundo Enganador” de Carolina Soares
A música “Mundo Enganador”, de Carolina Soares, aborda de forma clara as desigualdades sociais e a luta diária de quem enfrenta a injustiça. O verso “poucos têm muito, e muitos sem ter o que comer” destaca a crítica direta à concentração de riqueza e à exclusão social, transmitindo um sentimento de tristeza e indignação diante dessa realidade. Carolina Soares, ao ser uma das primeiras mulheres a gravar um CD de capoeira, reforça o papel de resistência e representatividade feminina em um universo historicamente dominado por homens.
A capoeira, ao longo da canção, é apresentada como símbolo de refúgio, orgulho e herança cultural. Quando a letra afirma “arte, e arte é obra de Deus”, valoriza a capoeira não apenas como luta, mas como expressão espiritual e cultural. O trecho “não é dinheiro, não é ouro, nem é prata / é um berimbau maneiro que ganhei do meu avô” ressalta que o verdadeiro legado está na tradição e nos valores passados entre gerações, e não nos bens materiais. O berimbau, instrumento central da capoeira, representa tanto a luta quanto a celebração, sendo capaz de tocar “paz e toca guerra / toca até chula de amor”. Assim, a música exalta a ancestralidade, a espiritualidade e a força coletiva como formas de enfrentar as adversidades impostas por esse “mundo enganador”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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