
João e Maria
Carrossel (2012)
Infância e saudade em “João e Maria” na versão Carrossel
A versão de “João e Maria” interpretada por Carrossel (2012) transforma lembranças da infância em uma narrativa sensível, onde a imaginação é o centro das experiências. O trecho “Agora eu era o herói / E o meu cavalo só falava inglês” mostra como o universo infantil mistura fantasia, brincadeiras e personagens inventados. Chico Buarque, autor da música, se inspirou em conversas de crianças para criar a letra, o que explica a naturalidade com que a canção alterna entre papéis e cenários imaginários, como ser “rei”, “bedel” ou “juiz”, e criar leis em que “a gente era obrigado a ser feliz”.
A música também fala sobre a passagem do tempo e a perda da inocência, especialmente nos versos finais: “Agora era fatal / Que o faz-de-conta terminasse assim / Pra lá deste quintal / Era uma noite que não tem mais fim”. Nesses momentos, a melancolia aparece com o fim das brincadeiras e a separação dos amigos de infância, simbolizada pelo desaparecimento da “princesa”. A frase “no tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido” reforça a ideia de que, na infância, o mundo parecia livre de perigos e tristezas. Ao ser incluída em Carrossel, a música apresentou essa reflexão sobre crescer e perder a inocência para uma nova geração, mostrando que, mesmo com o fim do faz-de-conta, as memórias e emoções da infância continuam vivas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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