
O Samba do Operário
Cartola
Consciência e resistência em “O Samba do Operário” de Cartola
"O Samba do Operário", de Cartola, expõe de maneira clara a alienação e a falta de consciência de classe que mantêm o trabalhador em situação de submissão. O verso “Se o operário soubesse reconhecer o valor que têm seu dia, por certo que valeria duas vezes mais o seu salário” mostra como o trabalho do operário é desvalorizado não só pelos patrões, mas também pelo próprio trabalhador, que não percebe sua força coletiva e seu verdadeiro valor. Esse aspecto ganha ainda mais significado ao lembrar que a canção foi composta em um 1º de maio, Dia do Trabalhador, e que Alfredo Português, um dos autores, era imigrante e trabalhador explorado, tendo fugido do regime salazarista em Portugal.
A repetição de “é ele escravo sem ser de qualquer usurário” reforça que o operário, mesmo sem correntes físicas, continua preso a um sistema de exploração. O termo “usurário” se refere àqueles que lucram com o trabalho dos outros, enquanto “abafa-se a voz do oprimido” evidencia a dificuldade de protestar ou buscar mudanças. Assim, a música não só denuncia a exploração e a falta de reconhecimento, mas também sugere que a transformação depende do despertar da consciência do trabalhador sobre seu próprio valor. Cartola, Alfredo Português e Nelson Sargento, ao retratarem essa realidade, criam um retrato fiel e atemporal dos desafios enfrentados pelos operários brasileiros.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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