
Não Quero Mais Amar a Ninguém
Cartola
Dor e resignação em "Não Quero Mais Amar a Ninguém"
Em "Não Quero Mais Amar a Ninguém", Cartola, Carlos Cachaça e Zé da Zilda exploram a dor de um amor interrompido antes de se realizar. A imagem da flor que "morreu ainda em botão" mostra como esse sentimento foi cortado precocemente, deixando apenas "espinhos que dilaceram meu coração". Essa metáfora traduz a desilusão profunda do narrador, que permeia toda a canção. Composta em 1935, a música reflete o contexto do samba da época, usado como forma de expressar perdas e saudades de maneira sincera e direta.
A letra revela uma decisão definitiva: "Não quero mais amar a ninguém". Essa escolha nasce da frustração com o primeiro amor e da percepção de que o destino não colaborou para a felicidade. O trecho "O que dou prefereza hoje em dia / É viver com bastante alegria / E que o sorriso que será para esconder / Saudades, que me faz sofrer!" mostra o esforço do narrador em esconder a dor por trás de uma alegria aparente, algo comum em situações de grande decepção. A negação dos próprios sentimentos aparece em "Nunca pensei em amor, nunca amei nem fui amado", indicando uma tentativa de se proteger da vulnerabilidade. A regravação de Paulinho da Viola nos anos 1970 reforça como o tema da desilusão amorosa e da resignação segue atual, tornando a canção um retrato atemporal da dor e da busca por superação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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