
As Rosas Não Falam
Cartola
A saudade e o silêncio em "As Rosas Não Falam" de Cartola
Em "As Rosas Não Falam", Cartola transforma um momento simples do cotidiano – observar as rosas plantadas por Dona Zica – em uma reflexão profunda sobre a ausência e a dificuldade de se comunicar com quem se ama. O verso “Queixo-me às rosas / Que bobagem, as rosas não falam” surge desse cenário doméstico, mostrando a resignação diante da dor: as rosas, mesmo presentes, não podem responder nem consolar, apenas exalam um perfume que, poeticamente, parece vir da pessoa amada.
A letra cria um clima de melancolia e esperança frustrada, marcado pela passagem do tempo – “Pois já vai terminando o verão” – e pela certeza da solidão: “Pois bem sei que não queres voltar para mim”. O jardim, espaço de lembranças e saudade, é onde o personagem busca consolo, mesmo sabendo que esse gesto é inútil. A repetição do desejo de reencontro – “Devias vir / Para ver os meus olhos tristonhos” – reforça a intensidade do sentimento e a impossibilidade de realizá-lo. O simbolismo das rosas, que não falam mas exalam perfume, sugere que, diante da ausência, restam apenas as lembranças e a beleza silenciosa do que foi vivido, tornando a canção um retrato sensível da dor do amor perdido.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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