
Ensaboa
Cartola
Cotidiano e resistência feminina em “Ensaboa” de Cartola
Em “Ensaboa”, Cartola transforma o simples ato de lavar roupas em um retrato sensível da vida das mulheres negras e das famílias das classes populares. A repetição marcante de “Ensaboa mulata, ensaboa” não apenas descreve uma cena doméstica, mas simboliza a rotina exaustiva e a força dessas mulheres, que equilibram o trabalho doméstico com o cuidado dos filhos. O verso “Os fio' que é meu, que é meu e que é dela / Rebenta a goela de tanto chorá” evidencia as dificuldades enfrentadas por quem precisa dar conta de tudo, ressaltando a sobrecarga e a resiliência presentes no dia a dia dessas famílias.
A música também traz elementos de intimidade familiar, como a menção a “Dondon” e o uso de apelidos carinhosos, típicos dos lares brasileiros. A participação da filha de Cartola, Creusa, nos vocais, reforça essa atmosfera de proximidade e autenticidade. O trecho “O rio tá seco, o sol não vem, não / Vortemos pra casa chamando Dondon” aponta para as adversidades cotidianas, como a falta d’água, que impactam diretamente a rotina dessas famílias. Dessa forma, “Ensaboa” vai além da descrição de tarefas domésticas, tornando-se uma homenagem à força, dignidade e resistência das mulheres negras e das comunidades menos favorecidas, temas recorrentes na obra de Cartola.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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