
Tempos Idos
Cartola
Nostalgia e valorização do samba em "Tempos Idos"
A música "Tempos Idos", de Cartola, expressa uma forte nostalgia ao relembrar a trajetória do samba desde suas origens marginalizadas até o reconhecimento internacional. O trecho “Uma escola na Praça Onze / Testemunha ocular / E perto dela uma balança / Onde os malandros iam sambar” faz referência direta à Praça Onze, local histórico do samba carioca, onde sambistas se reuniam e o gênero era associado à boemia e à malandragem. Cartola destaca a importância desse espaço para a formação da identidade do samba e de seus protagonistas, que muitas vezes viviam à margem da sociedade.
A canção também celebra a ascensão do samba, mostrando como ele conquistou respeito e espaços antes restritos à elite. Nos versos “Depois, aos poucos, o nosso samba / Sem sentirmos se aprimorou / Pelos salões da sociedade / Sem cerimônia ele entrou”, Cartola e Carlos Cachaça evidenciam o orgulho de ver o samba ultrapassando barreiras sociais, chegando a lugares como o Theatro Municipal e até a eventos diplomáticos, como a apresentação para a duquesa de Kent no Itamaraty: “Com a mesma roupagem que saiu daqui / Exibiu-se para a duquesa de Kent no Itamaraty”. Apesar das conquistas, a letra mantém um tom saudoso, reconhecendo que, ao ganhar o mundo, o samba também perdeu parte de sua intimidade e do espírito comunitário, sentimento resumido em “Os tempos idos, nunca esquecidos / Trazem saudades ao recordar”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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