
Milagreiro
Cássia Eller
Solidão e esperança em "Milagreiro" de Cássia Eller
Em "Milagreiro", Cássia Eller apresenta a figura do "santeiro, milagreiro" que "prevê a dor de terceiros", um personagem que carrega não só o próprio sofrimento, mas também o dos outros. Esse santeiro é alguém que transforma a dor em arte ou fé, esculpindo santos como forma de lidar com a solidão e evitar que o rancor domine sua vida. O trecho “Mais um santo para esculpir é o que lhe vale / Pra evitar que o rancor suas ervas espalhe” mostra como a criação, seja artística ou espiritual, serve como um mecanismo de sobrevivência emocional diante das dificuldades.
A música ganha ainda mais profundidade ao narrar a história de alguém abandonado no dia do casamento, o que intensifica o tom melancólico e reflexivo. A frase “Ele aluou / Hoje o seu pesar cintila nos varais / Usou as sete vidas e não foi feliz jamais” reforça a ideia de um sofrimento persistente, quase existencial, que se expõe como roupas no varal. As imagens dos girassóis e da expansão com as águas sugerem ciclos de renovação e esperança, mas sempre com a consciência de que “a vida é feita de ilusão”. Assim, "Milagreiro" reflete sobre a busca por milagres cotidianos e a tentativa de encontrar sentido e cura em meio à dor, seja pela fé, pela arte ou pela resiliência diante das perdas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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