
Vá Morar Com o Diabo
Cássia Eller
Ironia e cotidiano em "Vá Morar Com o Diabo" de Cássia Eller
"Vá Morar Com o Diabo", interpretada por Cássia Eller, transforma uma situação de frustração doméstica em um samba leve e irônico. A letra destaca a repetição das tarefas que a companheira se recusa a fazer – “Se a panela tá suja, ela não quer lavar” / “Se o lixo tá no canto, não quer apanhar” – criando uma caricatura exagerada do cotidiano. O desejo da personagem por um “Cadillac para passear” reforça o contraste entre as obrigações simples e sonhos grandiosos, intensificando o tom bem-humorado da música.
O refrão “Vá morar com o diabo que é imortal” e a referência ao “Sete-Pele” (nome popular do diabo no folclore brasileiro) funcionam como um desabafo carregado de humor, mas também mostram o limite da paciência do narrador. A inspiração da música veio de uma conversa real, e o próprio Riachão, autor da canção, tinha reservas quanto à letra por considerá-la desrespeitosa e incompatível com sua fé. Isso traz uma camada de ambiguidade: a canção pode ser vista tanto como uma crítica bem-humorada a uma relação desigual quanto como um retrato do machismo e da insatisfação masculina, típico de uma época em que as tarefas domésticas eram vistas como obrigação feminina. A interpretação de Cássia Eller e a leveza da melodia suavizam o tom potencialmente ofensivo, tornando a música uma crônica irônica do cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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