
Quando A Maré Encher
Cássia Eller
Resistência e esperança em "Quando A Maré Encher"
"Quando A Maré Encher", interpretada por Cássia Eller, retrata de forma direta a realidade das comunidades ribeirinhas do Recife, evidenciando como elas lidam com a precariedade do dia a dia. O verso “tomar banho de canal quando a maré encher” vai além do sentido literal, simbolizando a espera por oportunidades melhores em meio à escassez. A prática de usar os canais para higiene e lazer é comum nessas regiões, mostrando como a população transforma a adversidade em rotina e até em momentos de celebração.
A letra aborda explicitamente a vulnerabilidade social, citando situações como “cheirar cola” e “arrumar o que comer”, que refletem a luta diária de jovens em busca de sobrevivência. A descrição das moradias improvisadas — “pedra que apóia tábua, madeira que apóia telha, saco plástico, prego, papelão” — destaca tanto a precariedade quanto a criatividade e a força coletiva dessas comunidades. A repetição do refrão “quando a maré encher” reforça a esperança persistente, mesmo que misturada à ilusão, de dias melhores. A interpretação de Cássia Eller, junto com a Nação Zumbi, amplia o impacto da música, unindo diferentes estilos para dar visibilidade à resistência e à realidade dessas populações.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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