Exibições da letra 11

Maya Apagando As Trilhas de Um Espelho

Cássio Gava

Letra

    Quem viu o canguru pintado de azul na palmeira escorado?
    Quem soprou na garrafa vazia achando que ali havia um rio?
    Quem sabe quantas noites se escondem do Sol e da Lua?
    Quem saiu pra comprar fósforos e deixou o incêndio aceso?

    Quem sabe quantos sapos beberam da água da lagoa?
    Quem foi que pôs a mão na escada e galopou até o céu?
    Quem finge atrás da moita que é uma sombra tirando a roupa?
    Quem vai, quem vem, quem nunca sai de onde nunca entrou?

    Quem quer que seja que fique onde está, morando quietinho
    Embaixo do nariz que tropeça em tudo o que soletra

    Uma letra a mais e a palavra cai
    Uma letra a menos e nunca mais
    O espinhaço da ponte se retorce de dar gargalhadas e grita
    Quem vem de longe não se esqueça de apagar o caminho de volta

    Quem viu o canguru pintado de azul na palmeira escorado?
    Quem soprou na garrafa vazia achando que ali havia um rio?
    Quem sabe quantas noites se escondem do Sol e da Lua?
    Quem saiu pra comprar fósforos e deixou o incêndio aceso?

    Quem sabe quantos sapos beberam da água da lagoa?
    Quem foi que pôs a mão na escada e galopou até o céu?
    Quem finge atrás da moita que é uma sombra tirando a roupa?
    Quem vai, quem vem, quem nunca sai de onde nunca entrou?

    Quem quer que seja que fique onde está, morando quietinho
    Embaixo do nariz que tropeça em tudo o que soletra

    Quem viu o canguru pintado de azul na palmeira escorado?
    Quem soprou na garrafa vazia achando que ali havia um rio?
    Quem sabe quantas noites se escondem do Sol e da Lua?
    Quem saiu pra comprar fósforos e deixou o incêndio aceso?

    Quem sabe quantos sapos beberam da água da lagoa?
    Quem foi que pôs a mão na escada e galopou até o céu?
    Quem finge atrás da moita que é uma sombra tirando a roupa?
    Quem vai, quem vem, quem nunca sai de onde nunca entrou?

    Quem quer que seja que fique onde está, morando quietinho
    Embaixo do nariz que tropeça em tudo o que soletra

    Uma letra a mais e a palavra cai
    Uma letra a menos e nunca mais
    O espinhaço da ponte se retorce de dar gargalhadas e grita
    Quem vem de longe não se esqueça de apagar o caminho de volta

    Composição: Cassio Gava, Floriano Benevides Junior. Essa informação está errada? Nos avise.

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