
Céu da Boca
Castello Branco
Reflexões sobre desejo e autossabotagem em “Céu da Boca”
Em “Céu da Boca”, Castello Branco explora o paradoxo de se envolver com pessoas ou situações que não trazem crescimento, mesmo tendo consciência disso. A repetição do verso “tenho categoria para amar quem não me acrescenta” destaca esse ciclo emocional, mostrando uma autocrítica sobre escolhas afetivas que não levam ao desenvolvimento pessoal. Esse tema se conecta à trajetória do artista, marcada por uma busca espiritual e autoconhecimento desde a infância em um monastério ecumênico, o que aprofunda o tom reflexivo da canção.
A expressão “céu da boca que não devia abrir pra mim” sugere o desejo por algo proibido ou inadequado, mas irresistível. O “céu da boca” funciona como metáfora tanto para o espaço do desejo e da intimidade quanto para o limite entre o que se diz e o que se cala, reforçando a atmosfera intimista da música. O verso “só posso ver quando já me fiz faminto desse vazio, que eu mesmo escolhi comer” aprofunda a ideia de um ciclo de carência autoimposta, em que o sofrimento é também uma escolha. Já a frase “estar no mesmo teto mas não estar pisando o mesmo chão” expressa a sensação de proximidade ilusória, típica de relações em que há convivência, mas falta sintonia real. A participação de Tori acrescenta uma dimensão de diálogo e dualidade, ampliando o sentimento de busca e questionamento presentes na letra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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