
Jornal da Morte
Casuarina
Crítica à imprensa sensacionalista em "Jornal da Morte"
"Jornal da Morte", interpretada pelo Casuarina, faz uma crítica direta e irônica à imprensa sensacionalista brasileira. A repetição da palavra "sangue" logo no início e ao longo da música destaca o tom sarcástico, escancarando o fascínio da mídia por tragédias e violência. O verso “Só falta alguém espremer o jornal pra sair sangue” resume de forma mordaz a ideia central: os jornais estão tão cheios de notícias violentas que, metaforicamente, poderiam até sangrar. Essa crítica ganhou ainda mais peso pelo contexto histórico da canção, composta por Miguel Gustavo em 1961 e censurada na época por denunciar o papel da imprensa em amplificar o medo e transformar a violência em espetáculo.
A letra apresenta manchetes caricatas, como “Tresloucada, semi-nua / Jogou-se do oitavo andar / Porque o noivo não comprava / Maconha pra ela fumar”, ironizando o uso de detalhes sensacionalistas e moralistas para chocar e atrair leitores. O jornal é chamado de “o maior hospital” e “porta-voz do bangue-bangue e da polícia central”, sugerindo que, em vez de informar, ele se alimenta do sofrimento e do crime. Exemplos como “um bicheiro assassinado em decúbito dorsal” e “um homem caiu no mangue” reforçam a crítica ao padrão repetitivo e apelativo das notícias. Mesmo décadas depois, a regravação pelo Casuarina mostra que a relação problemática entre mídia e violência segue atual no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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